Produção de conteúdo: quanto mais, melhor?

A consultora Britanny Berger responde que não, em seu artigo no Search Engine Journal. Em sua opinião, os profissionais de marketing, que cuidam de produção de conteúdo, entraram em uma disputa por quem consegue publicar mais. Essa abordagem “quanto mais melhor” é fruto de uma cultura do trabalho que glorifica a produtividade. 2019, no entanto, trouxe o início do fim desse pensamento. Primeiro com episódios de burnout entre millennials, depois com a inclusão do burnout profissional na classificação internacional de doenças do World Health Organization. Para Britanny, é necessário adaptar as práticas de marketing de conteúdo criadas na cultura da agitação para a iminente era da cultura do equilíbrio.

Britanny lista razões pelas quais mais conteúdo não é necessariamente melhor, e pode na verdade ser pior. A seguir selecionamos as quatro razões que consideramos mais relevantes e que são úteis para todos os profissionais de marketing que lidam com produção de conteúdo.

Todas as estratégias têm um ponto de diminuição de retorno

O princípio econômico da Lei dos Rendimentos Decrescentes diz que, em um dado ponto, em todos os processos produtivos, se a quantidade de um bem for aumentada e a quantidade dos outros bens permanecer constante, a produção total por bem cairá. O que isso significa para o marketing de conteúdo? Que há um limite para o impacto que se pode ter com uma estratégia de conteúdo, independentemente da frequência com que se implementam novos conteúdos. Aspectos mais importantes de uma estratégia são: qualidade do conteúdo, a jornada do consumidor, a nutrição de leads e conversão.

Conteúdos desnecessários geram leads ruins

Chega um momento em que o conteúdo é suficiente para se cobrir todas as bases, todos os pontos de contato e tópicos de conversa para toda a jornada do consumidor. Nesse momento, é necessário escolher entre continuar a falar sobre as mesmas coisas ou aumentar a abrangência dos tópicos. A tendência é aumentar a abrangência. Mas dependendo da estratégia para transformar visitantes em clientes, isso pode encher o funil de vendas com leads ruins que não precisam do produto ou serviço. Enquanto esse conteúdo abrangente, mas meio desfocado, pode aumentar o tráfego do site em número e outras métricas de topo de funil, também pode diluir a proposta de valor da marca, atrair audiência irrelevante e prejudicar as métricas de fundo de funil que realmente importam.

Conteúdo repetitivo cria uma experiência confusa

É importante cobrir todos os conteúdos relevantes. E pode-se criar mais conteúdos sobre os mesmos tópicos. Desde que isso seja feito de uma forma inteligente, que não torne difícil promover ou fazer referência a esses conteúdos para a audiência, sem deixá-la confusa. Às vezes é melhor atualizar, expandir ou melhorar um conteúdo com novas informações do que criar vários conteúdos separados.

Conteúdos publicados precisam de manutenção

Os conteúdos permanentes podem continuar a trazer tráfego, leads e vendas, mas só se forem atualizados. Isso inclui atualização de informações, reotimização do conteúdo com diferentes palavras-chave, atualização de links e calls-to-action, inclusão de novas imagens e promoção desses conteúdos de modo que eles possam ser vistos por uma nova audiência.

 

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