As hashtags ainda são relevantes nas redes sociais? No ano passado escrevemos sobre este assunto, aqui. Se considerarmos o que muitos influenciadores publicam em seus perfis, a resposta parece óbvia: as hashtags perderam a relevância. Há quem diga que o recurso morreu e que o mercado já o enterrou.
Mas será que a realidade é bem assim?
A resposta direta é: as hashtags ainda funcionam, mas não geram alcance sozinhas. O papel delas mudou drasticamente nos últimos anos. Se antes elas serviam para viralizar e explodir o número de visualizações, hoje operam essencialmente como ferramentas de SEO (otimização de busca) e categorização.
Na era da inteligência artificial, os algoritmos cruzam dados complexos. Eles analisam o texto da legenda, identificam os elementos visuais do vídeo e interpretam o áudio. Nesse cenário, as hashtags entram como um validador final, ajudando o conteúdo a aparecer em buscas específicas ou páginas de recomendação para o público certo.
Redes sociais e as hashtags
O Instagram e o TikTok lideram o engajamento quando o assunto é hashtag. Nessas plataformas, o público ainda navega ativamente por esses termos, seja digitando na barra de pesquisas ou clicando em tags para acompanhar nichos específicos.
O LinkedIn também mantém um forte uso corporativo para organizar artigos e debates profissionais. Já no X (antigo Twitter), as hashtags perderam espaço para palavras-chave simples, integradas diretamente ao texto corrido.
O limite de hashtags por post
Esta é uma dúvida constante entre os social media e community managers (CMs) das agências, até porque as plataformas atualizam suas regras com frequência. Para combater o spam e o uso artificial do algoritmo, as redes reduziram os limites e passaram a exigir máxima especificidade dos criadores.
Por isso, aqui na 140 Online (e na nossa sister company Art Presse), nós recomendamos o uso de no máximo três hashtags por post.
O importante é focar em termos específicos que conversem diretamente com o assunto, produto, serviço ou localização do negócio. Os criadores de conteúdo precisam se inspirar no modelo jornalístico: a hashtag deve carregar significado e conectar pessoas a fatos reais, em vez de funcionar como um mero artifício comercial ou publicitário.

