Internet e tendências digitais para 2019

O estudo Internet Trends 2019 da “rainha” Mary Meeker foi lançado na semana passada e fez um estardalhaço na mídia. É uma espécie de “atlas” do mundo digital, traz uma série de dados coletados pela empresa de pesquisa e aconselhamento de investimentos, a Bond Capital.

Com 334 slides, o estudo apresenta números e tendências em vários tópicos: usuários, E-Commerce e publicidade, uso, trabalho, educação, imigração, saúde e China.

A 140 Online compartilha alguns destes números e insights:

– A Internet chegou a 50% de penetração global. Mesmo assim o numero de usuários de Internet está diminuindo.

– Existem 3,8 bilhões de usuários – crescimento de 6% em relação a 2017

– Já existem 1,5 bilhões de smartphones, mas houve uma queda de 4% em relação a 2017

– O Brasil é a quinta força mundial na Internet, atrás da China, India, EUA e Indonésia.

– Das 30 maiores empresas digitais, liderada por Microsoft, Amazon, Apple, Alphabet e Faceboo, a America Latina tem apenas uma empresa no ranking, a MercadoLibre, da Argentina, em 25 lugar.

– Videos no Netflix ou no stories? A TV tradicional ganha disparado e tem a maior visibilidade dos usuários, 72%, contra 28% dos vídeos digitais.

– O número de usuários da Internet compreende mais da metade da população mundial. Embora o E-Commerce continue a ganhar participação vs. varejo físico, as taxas de crescimento estão desacelerando.

– Os custos de aquisição de clientes no E-Commerce estão subindo para níveis insustentáveis.

– O cenário de concorrência continua impulsionando a melhoria de produtos, novos tipos de uso e monetização – especialmente em áreas de vídeo digital, voz, wearables, serviços locais e mercados tradicionalmente carentes.

– Verificam-se grandes mudanças relacionadas à evolução do uso de imagens e jogos interativos como ferramentas de comunicação e ao amplo surgimento de empresas que adotaram o modelo de negócios “freemium” para ganharem escala.

– Os consumidores estão preocupados com a sobrecarga do uso da Internet e estão tomando medidas para reduzir o uso.

– Plataformas de mídia social parecem estar desacelerando após um período de forte crescimento.

– A privacidade e problemas com conteúdo problemático também são top of mind e seguem padrões semelhantes.

– Devido ao alcance e poder da mídia social, as empresas podem ter bons ou maus resultados. Nos mercados em que existem sistemas de classificação em tempo real, a prestação de contas pode ser melhorada em comparação com as opções off-line, pois os consumidores e as empresas interagem diretamente, enquanto os reguladores também podem se beneficiar.

– A conectividade ajudou a ampliar as vozes de bons e maus atores. Isso trouxe novo foco para um antigo desafio para os reguladores em todo o mundo – encontrar as formas mais eficazes de amplificar o bem e minimizar o mal, muitas vezes resultando em diferentes interpretações e estratégias regionais.

– À medida que os sistemas da Internet se tornam cada vez mais sofisticados e ricos em dados, também são portas de entrada de ataques cibernéticos. Estamos em uma nova era de segurança cibernética, onde as questões tecnológicas estão cada vez mais misturadas à diplomacia internacional e à defesa.

Foto: Joshua Sortino (Unsplash)

Este artigo foi visto primeiramente no Jornal 140.

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