No mundo digital, um pequeno problema pode ganhar enormes proporções quando a tecnologia não dialoga com o marketing. A pergunta é: quem vem primeiro? Quem deve determinar os rumos de um projeto: os devs (desenvolvedores) ou os gestores de marketing?
Em geral, os projetos digitais bem-sucedidos nascem de uma ideia simples: oferecer soluções para problemas reais. O Uber é um exemplo clássico de aplicativo que conecta usuários que precisam de transporte a motoristas dispostos a atender essa demanda.
No meio do caminho, a tecnologia mostra seu valor: otimiza corridas, encurta trajetos e oferece transparência a todos os participantes da plataforma. Mas esse ecossistema não surge pronto.
Sua complexidade exige o desenvolvimento de inúmeras linhas de código para alcançar a simplicidade desejada e atender às demandas dos usuários. Isso, porém, só funciona quando o cliente permanece no centro das preocupações de quem desenvolve a solução.
Tecnologia e marketing: autonomia
É justamente aí que reside o problema de muitas equipes de desenvolvimento: os devs criam sistemas e, depois, esperam que os gestores de marketing se adaptem a eles. Quando estes solicitam alterações — sempre com o objetivo de atender às necessidades dos usuários ou clientes —, a resposta costuma ser negativa e quase automática: não pode.
Por isso, as organizações precisam contar com gestores de marketing (ou de negócios) que tenham autonomia para exigir dos desenvolvedores as mudanças necessárias para manter os usuários no centro das decisões. Afinal, as empresas projetam aplicativos e sistemas justamente para atender a esse público, que representa um dos principais protagonistas do negócio.
Se, na sua organização, são os devs que tomam as decisões, sob o argumento de que os demais funcionários e colaboradores precisam se curvar às maravilhas do mundo digital, vale a pena refletir: há algo muito errado nessa relação.

