O filme “A Rede Social” (2010), de David Fincher, retrata o criador do Facebook, e atual CEO da Meta, Mark Zuckerberg, como um estudante e empreendedor brilhante, capaz de fazer qualquer coisa para crescer e fazer um grande negócio. Nem que para isso, passe por cima de seus amigos leais, como Eduardo Saverin. Agora a Meta lançou o Muse, o agente de inteligência artificial pessoal.
Posto isso, o que esperar deste novo agente, entre vários como ChatGPT, Gemini, Claude, Grok etc.?
Como o Muse só está disponível nos EUA – e sem data para chegar ao Brasil -, vamos apenas divagar sobre as informações que correm pela Internet porque ainda há muita confusão e expectativa.
A primeira delas é em relação aos agentes de IA da Meta, como o Meta AI, que responde perguntas, gera imagens e tira dúvidas no WhatsApp. Muita gente acha que o Muse é o Meta AI mas não é.
Muse: agente autônomo
O Muse, promete a Meta, é um agente avançado. Serve não apenas para tirar dúvidas, mas também para realizar tarefas como abrir navegadores, preencher formulários e reservar viagens.
O grande diferencial do Muse é ser “autônomo”, ou seja, que toma decisões sozinho. Segundo a Meta, ele monta planos, abre um navegador dedicado, navega por páginas, preenche formulários e conclui fluxos de trabalho na web sem que o usuário digite qualquer comando.
Se, por exemplo, o usuário fechar o aplicativo, o Muse continuará executando a tarefa e acompanhando metas de longo prazo em segundo plano.
Para usar agentes autônomos é preciso um aprendizado, da mesma maneira com que aprendemos a utilizar plataformas de IA como o ChatGPT, Gemini, Claude ou Grok. Ou seja, os comandos (prompts) têm de ser claros, objetivos. Deve-se “dialogar” com as entregas, corrigi-las, adicionar, comentar, configurar os comandos.
O admirável mundo novo que vivemos trouxe as plataformas de IA com todas as maravilhas, belezas e preocupações para dentro do nosso novo cotidiano assustador, para o bem ou para o mal.
Por isso, aguardamos com muita expectativa a chegada de um novo agente autônomo da Meta – desta vez integrado com várias outras plataformas como o Instagram e o WhatsApp.

