Newsletters: a força do conteúdo

Newsletters: a força do conteúdo

Você acredita na eficiência das newsletters? Nesse artigo mostramos que essa continua sendo uma ferramenta poderosa de comunicação e como utilizá-la de modo a evitar desgastes do modelo.

Newsletters existem há mais de 100 anos. Foi uma inovação de Amos Kendall, assessor de imprensa do presidente Andrew Jackson. Em 1829, Kendall teve a ideia de enviar um comunicado, por carta (por isso o nome “letter”), com notícias sobre o governo a diferentes públicos, como parlamentares e seguidores.

O The Globe, como foi chamado, foi um sucesso e mostrou que era possível se relacionar com os públicos diretamente, sem intermediários.

A ideia de Kendall vingou. As pessoas são grandes consumidoras de notícias, ainda mais gratuitas. O problema é que, hoje, a popularização e o uso excessivo dessa estratégia trouxeram um desgaste natural – não em função da ferramenta, mas da mensagem.

Em bom português, as newsletters funcionam e são ferramentas poderosas. Mas o ponto-chave para o seu sucesso é o cuidado com a curadoria dos temas e mensagens.

Aqui vão algumas dicas de como utilizar as newsletters como instrumento de comunicação eficiente:

Curadoria das newsletters

Há um excesso de informações que circulam hoje no mundo digital. Somente no Brasil existem 134 milhões de usuários no Instagram e 86 milhões no LinkedIn, além de blogs, podcasts, portais de notícias etc . Se somarmos postagens em todas as redes sociais e serviços de mensageria, é viável indicar que os usuários postam bilhões de interações e mensagens em português diariamente. Ou seja, há muita informação disponível no digital e as newsletters têm de acrescentar algo novo.

Por isso, a principal pergunta a ser feita, sempre que se pensar em publicar um conteúdo é: o que é relevante? Ou melhor, o que é interessante para o seu público?

Audiência

Nesse caso, deve-se seguir também a lógica do ICP (o cliente ideal). A construção de uma listagem de destinatários deve seguir a lógica do interesse. Ou seja, o interesse deve partir das pessoas (em receber uma newsletter) e não da empresa.

Mensagem

Newsletters não são anúncios. As newsletters devem focar em conteúdos informativos que esclarecem, jogam luz em temas obscuros ou adiantam tendências. Em tempos de agentes de IA, como ChatGPT, Gemini e outros, não é sensato publicar informações repetitivas ou inúteis para a audiência.

Regularidade

A constância e previsibilidade geram hábito na audiência. Defina uma periodicidade. Se a newsletter é semanal, escolha enviá-la sempre no mesmo dia e hora. Mas atenção para os excessos: O envio de mais de uma newsletter por semana, a não ser que leve alguma informação ou análise seminal para a audiência, enfraquece o objetivo pelo qual optou-se por essa estratégia de comunicação.

Métricas de análise

O click rate é a melhor maneira de avaliação do sucesso da estratégia. Taxas entre 1 a 2% significam que as newsletters entregaram aquilo que a audiência deseja. Taxas abaixo disso, mostram que é preciso repensar os assuntos (curadoria) enquanto que taxas acima, indicam sucesso e que as newsletters são extremamente eficientes do ponto de vista de curadoria e demonstram a força do conteúdo.

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