A gente mal se acostumou com a IA generativa, que é a tecnologia por trás do ChatGPT e Gemini, e agora surge a IA agêntica (veja esta matéria da MobileTime). O que isso significa e como esta tecnologia mudará a maneira como os negócios no digital se darão?
Em primeiro lugar é bom lembrar que a IA generativa treina em milhões de conjuntos de dados para aprender padrões e prever a próxima palavra ou pixel, resultando na criação de algo novo. Seu papel é ser um assistente criativo ou de informação. É uma ferramenta extremamente poderosa, que economiza tempo e otimiza tudo o que fazemos no dia a dia.
Já a IA agêntica (ou Agentic AÍ) é um sistema de IA que age de forma autônoma para alcançar objetivos específicos. Não precisa de instruções detalhadas a cada passo. Enquanto a IA generativa foca em criar conteúdo (textos, imagens), a IA agêntica foca na execução de tarefas e na resolução de problemas complexos.
IA agência: assustadora
À primeira vista, a IA agêntica parece assustadora (e é). O sistema percebe, coleta dados de diversas fontes, entende o contexto da situação, raciocina e planeja, define a melhor sequência de ações para atingir um objetivo, interage com outros sistemas, ferramentas ou APIs para realizar uma tarefa e ajusta seu comportamento com base nos resultados obtidos para melhorar o desempenho futuro.
Enquanto a IA generativa é passiva e reativa – necessita um comando (prompt) – a IA agêntica é proativa, porque toma iniciativas próprias.
As aplicações são inúmeras. Imagine o trabalho de uma agência de marketing digital (como a 140 Online) que ajuda empresas no processo de CRM e vendas. A IA agêntica poderá, sozinha, qualificar leads, atualizar automaticamente a base de leads e agendar a próxima reunião de acompanhamento sem intervenção humana.
Tudo indica que o futuro da tecnologia aponta para modelos híbridos, onde a criatividade da IA generativa será combinada com a capacidade de execução autônoma da IA agêntica para realizar fluxos de trabalho completos, não havendo a necessidade de interrupções e de humanos (ou deixando para eles as tarefas que exigem maior discernimento).

