A década de 20 dos anos 2.000 será conhecida como a era do “nascimento” dos robôs. Agora, a revolução continua com a criação de micro robôs para uso na medicina (oncologia, leia-se “câncer”). Como de costume, aqui na 140 abordamos todos os aspectos da revolução digital, que passam pelas mudanças comportamentais e que afetam diretamente as pessoas e a humanidade.
A novidade do momento veio da Rundown Robotics, na qual baseamos este post. Segundo eles, uma equipe liderada pela Caltech e USC está perto de utilizar microrrobôs na administração de medicamentos. Segundo comunicado da empresa, “os microrrobôs ficaram inteligentes o suficiente para se direcionarem a um tumor”.
A equipe de cientistas, liderada por Wei Gao, professor de engenharia médica no Caltech e pesquisador do Heritage Medical Research Institute, desenvolveu um método para criar esses robôs em formato de bolhas.
Micro robôs: câncer
Os pesquisadores do Caltech e da USC transformaram bolhas de imagem médica em micro robôs movidos a enzimas que podem ser guiados — ou navegar de forma autônoma — até tumores e, em seguida, estourar sob comando para injetar quimioterapia profundamente no tecido canceroso.
As microbolhas revestidas com enzimas atuam como microrrobôs simples e biocompatíveis, capazes de transportar medicamentos quimioterápicos diretamente para os tumores.
A enzima reage com a ureia nos fluidos corporais para gerar impulso, conduzindo as bolhas através do tecido sem baterias ou componentes eletrônicos a bordo.
Os médicos podem guiar os robôs externamente com ímãs ou deixá-los seguir autonomamente os gradientes químicos diretamente para os tumores.
Assim que o enxame de bolhas se acumulam no local alvo, uma explosão de ultrassom estoura as bolhas e injeta o medicamento profundamente no tecido, e não apenas na superfície.
O site da Caltech traz os detalhes desta pequena revolução na medicina, graças aos avanços digitais e da robótica, veja aqui.

