D2M. Finalmente, temos o telefone celular via satélite

D2M. Finalmente, temos o celular via satélite

O telefone celular sem rede de operadora local já é uma realidade em muitos países. O modelo de celular via satélite, que funciona a partir da conexão com satélites da constelação LEO (de baixa órbita), se chama D2M(directo-to-mobile). O texto do blog de hoje apresenta uma atualização desse serviço.

Países que já dispõem do D2M

Até o momento EUA (via operadora T-Mobile), Nova Zelândia (One NZ), Ucrânia (Kyivstar), Chile (primeiro da América Latina, com a Entel) e o Reino Unido (Virgin Media O2) já contam com o serviço comercial. O Canadá será o próximo da lista, com a Roger Communications. O D2M também está em testes na Austrália (Optus) e na Espanha (com a MasOrange).

Tipos de aplicativos

Nessa fase inicial os aparelhos funcionam sem a necessidade de uma antena adicional e têm aplicações como SMS (principal uso), mensagens de emergência (911), compartilhamento de localização e alguns apps otimizados de acordo com alguns países.

Nos EUA e Reino Unido já é possível utilizar apps de mensageria (WhatsApp e Messenger), o básico do Google Maps e o X. Ainda oferece, com limitações, acesso à mídia (foto/vídeo) mas com velocidades muito baixas (os dados não estão disponíveis).

Se levarmos em consideração que a velocidade atual de operadoras como a Starlink, que tem capacidade total por área de 2 a 4 Mbps para todo mundo junto em uma determinada área e que esse sinal é dividido entre centenas ou milhares de usuários ao mesmo tempo, é razoável supor que cada um teria entre 1 kbps a 20 kbps e picos maiores quando há pouca gente conectada.

Para se ter uma ideia de “volume”, um texto de SMS ou WhatsApp consome 1 KB por mensagem. Fotos leves (e com boa compressão) consomem entre 100 KB e 300 KB (que demoraria para subir ou baixar, de 5 a 30 segundos) , enquanto uma foto normal, ou seja, com boa resolução, tem entre 1 MB e 3 MB(o tempo de demora para subir ou baixar seria de 1 a 10 minutos no caso da foto de 1MB, enquanto fatalmente falharia a operação da foto de 3MB)

Vídeo de 1 minuto, com baixa qualidade, de 5 a 10 MB? Nem pensar não funcionaria. A verdade é que o atual modelo de D2M foi pensado principalmente para uso de emergência, cobertura em áreas remotas e plano de contingência para serviços de emergência.

Latência

Segundo as operadoras, a latência (ou seja, o tempo em que o sinal viaja entre o satélite e o aparelho e volta) é de 30 a 100 ms. Em termos práticos, é uma latência imperceptível, visto que 30ms é igual a 0,03 segundos, lembrando que abaixo de 0,1 segundo, a sensação de um humano é de resposta imediata.

Smartphones compatíveis

Depende das operadoras. A parceria da Starlink/T-Mobile informa que o D2M funciona com celulares 4G/LTE comuns e que alguns modelos possuem hardware otimizado para melhor performance de diversas marcas Samsung, Apple IPhone, Google, Motorola e Xiaomi.

Quando chega ao Brasil?

Algumas operadoras já testaram o D2M. Foram testes pontuais, experimentais e controlados, não testes comerciais.A Anatel criou um ambiente de testes (“sandbox”) onde ocorreram demonstrações técnicas. Mas o fato é que nenhuma operadora solicitou, até o momento, licença comercial para operar. Ou seja, ainda há a necessidade de superarmos os problemas regulatórios e comerciais até que o D2M seja uma realidade no Brasil. – um quase-continente ideal para esse tipo de serviço.

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