A nova geração de wearables de saúde IA

A nova geração de wearables de saúde IA

Aqui na 140 Online, acompanhamos de perto a evolução da inteligência artificial e suas novas aplicações em praticamente todos os setores da vida. Uma das novidades nessa área é o avanço anunciado para os dispositivos vestíveis, os chamados wearables na área da saúde.

Agora, mais do que medir passos ou monitorar batimentos cardíacos, a nova geração de wearables começa a funcionar como plataformas capazes de coletar, cruzar e interpretar grandes volumes de dados biométricos, gerando recomendações personalizadas em tempo real.

Duas iniciativas merecem registro. A brasileira Biomarker AI e a Ultrahuman.

A Biomarker AI é um sistema integrado de gestão preditivo de estado de vida e de risco da saúde que foi desenvolvido para a prática de “RPM” (Remote Patient Monitoring) visando o alarme preventivo no ambiente de cuidados da saúde, e de grandes empresas que operam com ORM (Operational Risk Management, como mineração, aviação, refinarias, logística etc.) e que impactam a saúde ocupacional.

O objetivo do sistema é registrar padrões que indicam alterações relevantes no estado de saúde cardiovascular, risco de infecção, evoluções em casos de doenças raras, assim como estados mentais como ansiedade, depressão e síndrome do pânico, ajudando pessoas, organizações de saúde e empresas a se prevenir .

A Biomarker AI é uma startup de tecnologia brasileira pioneira, dos visionários Fernando Coelho, Tony Dias, Bruno Gonçalves e Nicolas Myrbach, premiados internacionalmente, que se especializaram em inteligência artificial (machine learning, neural networks e agentes).

O sistema da Biomarker AI monitora o estado de saúde físico e mental; prevê sinais de fadiga, infecção e estado psíquico de colaboradores, torna visível o estado de saúde das “vidas” dos usuários das empresas. O sistema acompanha os biomarcadores do usuário 24 horas, monitorando o batimento cardíaco, coletando informações valiosas.

Seus benefícios são inúmeros: para os gestores, que conseguem antever eventuais sinistralidades. Para os usuários, têm a oportunidade de realizar tratamentos profiláticos. Para a sociedade, evita acidentes e ocorrências em áreas críticas.

O sistema é composto de um wearable responsável pela coleta dos dados, que são alimentados em uma IA com modelo proprietário, voltada à uma refinada análise crítica individualizada, que inclui a construção de dados sintéticos oriundos de biobanks consagrados. A infraestrutura de processamento é robusta, integrando com a TI do cliente, com diretório de registro e apresentação de resultados em um dashboard e um modelo de gestão (monitoramento e protocolos).

O sistema apresenta relatórios em camadas de monitoramento das vidas: baixo risco, risco moderado, alto risco e anomalia. Os painéis são customizáveis e integrados aos ERPs e plataformas de gerenciamento de risco. Mais informações sobre a Biomarker AI aqui

Anel wearable

A outra iniciativa recente veio da empresa de tecnologia em saúde Ultrahuman, que apresentou o anel inteligente Ultrahuman Ring PRO e a plataforma de inteligência artificial Jade by Ultrahuman (aqui).

A notícia foi publicada na newsletter The Rundowns Tech e a matéria explica que o foco do lançamento não está apenas na evolução do hardware, mas na capacidade de transformar dados fisiológicos em insights acionáveis sobre saúde e bem-estar.

A proposta é que dispositivos como o Ultrahuman Ring PRO funcionem como sensores contínuos do corpo, alimentando sistemas de inteligência artificial capazes de identificar padrões, antecipar riscos e sugerir mudanças de comportamento no dia a dia.

A plataforma de IA Jade by Ultrahuman foi projetada justamente para interpretar essas informações em tempo real. Em vez de apenas apresentar gráficos ou relatórios de saúde, o sistema analisa continuamente os dados coletados e pode recomendar intervenções imediatas, como iniciar exercícios de respiração ou ativar ferramentas de monitoramento cardíaco.

A ideia é transformar o wearable em uma espécie de assistente digital de saúde, capaz de acompanhar o usuário ao longo do dia e reagir a mudanças no organismo.

Um dos diferenciais da abordagem do anel da Ultrahuman é a integração de dados provenientes de diferentes fontes. O sistema conecta as informações captadas pelo anel com outros elementos do ecossistema da empresa, como biomarcadores laboratoriais do Ultrahuman Blood Vision, dados metabólicos do sensor de glicose Ultrahuman M1 CGM e informações ambientais coletadas pelo Ultrahuman Home.

Ao cruzar esses dados, a inteligência artificial consegue identificar correlações entre hábitos, condições fisiológicas e fatores externos que podem influenciar a saúde do usuário.

Essa capacidade de análise abre caminho para aplicações que vão além do monitoramento tradicional. A plataforma permite, por exemplo, detectar sinais associados a condições como arritmias cardíacas durante o sono, analisar padrões respiratórios e identificar mudanças fisiológicas que possam indicar fadiga, estresse ou outros desequilíbrios.

Em vez de reagir apenas a sintomas percebidos pelo usuário, a tecnologia busca identificar tendências e alertar para possíveis problemas antes que eles se tornem evidentes.

Ecossistema de dados

Outro componente dessa estratégia é o ecossistema de aplicativos chamado PowerPlugs, que adiciona módulos especializados de análise dentro da plataforma. A lógica dessa abordagem modular é que o usuário ative apenas os recursos relevantes para seus objetivos de saúde.

A integração entre sensores, dados biométricos e inteligência artificial, transforma dispositivos em plataformas de biointeligência pessoal. Essa abordagem, cada vez mais comum nas aplicações de IA, demonstra que o valor deixa de estar apenas na coleta de dados e passa a depender da capacidade de se interpretar informações e convertê-las em orientação personalizada para o usuário.

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